F1 team

McLaren


4

129 PTS

Lando Norris

Daniel Ricciardo


Base
Woking, Great-Britain
Chefe de equipe
Zak Brown
Chassis
MCL36
Motor
Mercedes-AMG F1 M13

McLaren F1

Os carros laranjas brilhantes da McLaren se distinguem claramente dos outros carros do grid da Fórmula 1. Após anos de mau desempenho, Andreas Seidl, James Key e Zak Brown trouxeram um novo respiro de ar fresco para a equipe. A McLaren parece estar forte novamente e tudo pode ser possível em um futuro próximo.

F1 Standings

Quem vai pilotar pela McLaren na Fórmula 1?

Daniel Ricciardo e Lando Norris são a dupla dos sonhos de todo fã de Fórmula 1. Ambos os pilotos possuem um grande senso de humor e não têm medo de demonstrar isso dentro do paddock. No entanto, os dois brincalhões terão mais coisas com o que se preocupar além de apenas se divertir, já que a McLaren parece estar dando passos cada vez mais próximos das equipes da frente do grid.

Norris agora já é um piloto experiente na McLaren. Ele está começando seu quarto ano na Fórmula 1 e continuará se esforçando para alcançar a sua primeira vitória. Ricciardo, entretanto, já possui uma carreira consolidada. O ex-piloto da Red Bull competiu pela equipe Renault nas temporadas de 2019 e 2020. Ele completou a sua missão de levar a equipe francesa de volta ao pódio em 2020. Embora ele não tenha começado 2021 em um ritmo forte, ele melhorou nos últimos meses.

O nascimento da McLaren

Apesar dos excelentes resultados conquistados na equipe Cooper, o jovem Bruce McLaren decidiu aparecer no Grande Prêmio de Mônaco de 1966 com um carro da sua própria equipe, McLaren. Foi somente após a mudança para os motores da Cosworth que a McLaren conquistou a sua primeira vitória. O neozelandês também conquistou o Grande Prêmio do Canadá, mas não conseguiu ficar com o título.

Até então a McLaren não havia ganho nenhum título na Fórmula 1, porém já se destacava em outras categorias. O CanAm (categoria de automobilismo praticada no Canadá e nos EUA entre os anos de 1966 e 1974) foi um passo importante na história da equipe. Em 1970, enquanto a equipe fazia testes para a disputa do CanAm, uma parte do carro quebrou. Como consequência, o carro girou na pista e bateu direto no muro. O neozelandês não sobreviveu ao acidente, mas o nome McLaren continuou ligado à equipe.

Quatro anos após a morte de McLaren, a equipe de corrida com o mesmo nome conquistou o seu primeiro campeonato. A equipe assinou com Emerson Fittipaldi após dois anos de sucesso do piloto correndo pela Lotus. Ele também venceu o título correndo pela equipe britânica. A festa durou pouco, já que Niki Lauda e sua Ferrari começaram a se destacar um ano após o campeonato conquistado pela McLaren. Em 1976, James Hunt conquistou o título pela McLaren, mas o campeonato de construtores mais uma vez foi para a Ferrari.

McLaren no topo

Com Ron Dennis no comando, houve uma grande mudança em 1983, após anos de resultados não muito convincentes. A McLaren trocou os motores da Ford pelos da Porsche. Com a dupla Lauda-Prost, a McLaren tinha todos os ingredientes necessários para alcançar o sucesso. Eles conquistaram o título em 1984, e também em 1985: a primeira vez com Lauda, e a segunda com Prost. 

Embora o motor Porsche parecia ter impulsionado a McLaren, a diversão logo acabou em 1986. A Williams, com um motor fornecido pela Honda, alcançou os melhores resultados. Desta forma, a McLaren acabou decidindo também por trocar os motores e ter a Honda como a sua nova fornecedora. A decisão levou a um título após o outro a partir de 1988, tendo Senna e Prost como a sua dupla de pilotos. Embora os dois pilotos não se dessem bem, a McLaren estava vivendo o momento de maior domínio da sua história. Mesmo após a saída de Prost da equipe (após um novo atrito com Senna), o brasileiro continuou a colecionar vitórias. 

Foi somente em 1992 que a maré virou, e o motor Honda provou ter sido ultrapassado pelos outros fabricantes. Em 1994, Senna também saiu da equipe para se juntar à Williams, que apresentava um melhor desempenho na época. Foi uma mudança de carreira que acabaria levando à sua morte durante o Grande Prêmio de San Marino daquele ano.

O retorno ao topo

A partir de 1996, a equipe com base em Woking teve como dupla de pilotos Mika Hakkinen e David Coulthard, e a Mercedes como fornecedora de motores. Embora a McLaren tenha conseguido conquistar pódios e algumas vitórias com a dupla, foi somente em 1998 que eles venceram o campeonato de construtores novamente. Naquele ano, Hakkinen também venceu o seu primeiro campeonato como piloto, e o segundo um ano depois. 

Em 2001, um finlandês saiu da equipe e outro chegou em seu lugar. Kimi Raikkonen substituiu Hakkinen, mas os resultados não melhoraram. Apesar de algumas vitórias, foi Fernando Alonso quem conquistou o título de 2005, seguido de perto por Raikkonen em sua McLaren. Dois anos depois, Alonso tentou fazer o mesmo com a McLaren, mudando para a equipe britânica. No entanto, a temporada não acabaria como o espanhol esperava. 

Um escândalo de espionagem envolvendo a McLaren em 2007 proibiu a equipe de ganhar o título de construtores. O campeonato de pilotos também acabou sendo conquistado na última corrida da temporada pelo finlandês Kimi Raikkonen e sua Ferrari. Alonso deixou a McLaren após somente um ano, enquanto que o novato Lewis Hamilton teve que se contentar com o segundo lugar no campeonato.

Um ano depois, Hamilton venceu o campeonato com a McLaren. O título de construtores ficou com a Ferrari, mas o britânico havia garantido o seu primeiro campeonato. 2009 foi o único ano onde a Brawn GP competiu, e também foi o ano em que Jenson Button se tornou campeão. O britânico se tornaria companheiro de equipe de seu compatriota um ano depois na McLaren, mas o retorno aos dias de glória não iria acontecer: A Red Bull dominou a Fórmula 1 de 2010 até 2013.

A era Honda-Alonso 2.0

A saída de Hamilton para a Mercedes em 2013 deu início a uma nova dança das cadeiras na McLaren. Primeiro foi Sergio Perez quem ocupou o seu lugar. Em seguida, a equipe substituiu o mexicano por Magnussen. O dinamarquês saiu da equipe após apenas uma corrida em 2015 devido a chegada de Fernando Alonso. O espanhol permaneceu por mais tempo dessa vez, mas novamente saiu desapontado.

No mesmo ano em que Alonso voltou para a McLaren, a equipe trocou a Mercedes pela Honda como nova fornecedora de motores. Depois de vender a equipe de fábrica para Ross Brawn (que a renomeou como Brawn GP, que depois se tornou Mercedes), a fabricante de motores japonesa decidiu sair da Fórmula 1, retornando somente em 2015. No entanto, a McLaren não alcançou grandes sucessos. O ano de 2017 foi um ponto baixo para a McLaren e a Honda. O chefe da equipe, Eric Boullier, também não conseguiu reverter a situação em 2018 após substituir a Honda pela Renault como fornecedora de motores.

Depois de uma série de temporadas promissoras, a pergunta é se a McLaren finalmente será capaz de corresponder às expectativas dos torcedores neste ano. Com o novo regulamento, certamente parece ser possível se aproximar da Mercedes e da Red Bull. A McLaren parece ter o carro perfeito para disputar o título mundial, mas só a prática irá nos mostrar se o time realmente é capaz de chegar lá.

Qual motor a McLaren usará?

A McLaren trocou de fornecedora de motores três vezes nos últimos cinco anos. Em 2017, a equipe utilizava motores Honda, logo em seguida assinando um contrato de quatro anos com a Renault. Para 2022, porém, a equipe irá utilizar o fortíssimo motor Mercedes. Isso deve permitir a McLaren de dar o passo final para competir pelo campeonato mundial.