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driver

Fernando Alonso


8

0 PTS


nationality
Spain
place
Oviedo
date
29-07-1981
debut
2001

Fernando Alonso

No ano em que fez 40 anos, Fernando Alonso voltou à Fórmula 1 após uma ausência de duas temporadas. O retorno foi com a Alpine, a nova marca da equipe Renault, com a qual ganhou os títulos de 2005 e 2006. Porém, no meio da temporada de 2022, Alonso decidiu fazer as malas e se mudar para a Aston Martin, onde lá ele pretende buscar seu terceiro título mundial. Se tiver sucesso, será o primeiro piloto com mais de 40 anos a conseguir o feito desde Jack Brabham, em 1966.

F1 Standings

Pos.NameTeamPoints
1BOTValtteri BottasAlfa Romeo F1 team0
2ZHOGuanyu ZhouAlfa Romeo F1 team0
3DEVNyck de VriesScuderia AlphaTauri0
4TSUYuki TsunodaScuderia AlphaTauri0
5GASPierre GaslyAlpine F1 team0
6OCOEsteban OconAlpine F1 team0
7STRLance StrollAston Martin F1 team0
8ALOFernando AlonsoAston Martin F1 team0
9SAICarlos SainzFerrari0
10LECCharles LeclercFerrari0
11HULNico HulkenbergHaas F10
12MAGKevin MagnussenHaas F10
13NORLando NorrisMcLaren0
14PIAOscar PiastriMcLaren0
15RUSGeorge RussellMercedes AMG F1 team0
16HAMLewis HamiltonMercedes AMG F1 team0
17VERMax VerstappenRed Bull Racing0
18PERSergio PerezRed Bull Racing0
19ALBAlexander AlbonWilliams0
20SARLogan SargeantWilliams0

A ascensão da Renault

O momento da volta de Alonso foi especial em mais do que um aspecto. 2021 não só foi o ano em que fez 40 anos, como também fez exatamente 20 anos desde a sua estreia na Fórmula 1. Após o título no Euro Open da Nissan (ligado à Renault) e uma boa temporada na Fórmula 3000, a Minardi lhe deu uma vaga na F1 em 2001.

Alonso mostrou boa velocidade na sua primeira temporada, mas Flavio Briatore, o seu empresário e chefe de equipe da Renault, achou que era um pouco cedo demais para dar ao seu prodígio um lugar como titular da montadora. Então, em 2002 o espanhol foi contratado como piloto de testes e reserva. Só quando Jenson Button se mudou para a BAR, em 2003, que Alonso teve a oportunidade de mostrar realmente o seu talento ao mundo.

A primeira temporada foi um sucesso imediato. Com duas pole positions e uma vitória, Alonso superou todos os resultados que a equipe de fábrica da Renault tinha alcançado desde os seus dias de Benetton, com Schumacher. A Renault tinha uma tendência ascendente e Alonso era o homem ideal para guiá-los.

Isso resultou na conquista do título mundial em 2005 e 2006. No caminho dos títulos, primeiro derrotou Kimi Raikkonen e McLaren, que estavam no topo de suas performances, e depois também Michael Schumacher e Ferrari na sua tentativa final de assegurar um oitavo título mundial.

Mudanças de equipe não dão certo para Alonso

Os seus dois títulos mundiais foram seguidos por uma série de decisões que podem ter custado vários títulos mundiais. Primeiro, ele mudou para a McLaren em 2007. Dada a velocidade da McLaren naquele ano, essa foi uma boa escolha, mas ele enfrentou Lewis Hamilton. O inglês era o menino de ouro do chefe de equipe, Ron Dennis, e nessa batalha interna, Alonso perderia sempre.

Assim, voltou para a Renault em 2008. Lá ele podia controlar toda a equipe e era assim que ele queria. Não há melhor exemplo disso do que o Grande Prêmio de Cingapura de 2008. Nelsinho Piquet, o jovem companheiro de equipe de Alonso e filho do tricampeão Nelson Piquet, foi instruído a bater de propósito. Piquet obedeceu e Alonso conseguiu vencer a corrida como consequência.

Uma ação bastante desesperada, mas nesta altura já era evidente que a Renault tinha perdido a magia de alguns anos antes. Para 2010, parecia uma excelente escolha para Alonso conduzir para a Ferrari. Mas o que se seguiu foram cinco anos frustrantes, durante os quais ele quase ganhou o campeonato em 2010 e 2012, mas ficou atrás de Sebastian Vettel e Red Bull Racing.

Quando a era híbrida chegou em 2014, a Ferrari errou a mão e a relação entre Alonso e a equipe piorou consideravelmente. Então, em 2015, optou por uma aventura com a McLaren e o novo fornecedor de motores, a Honda. Esse projeto se transformou em um drama para todas as partes e, no final de 2018, Alonso deixou a Fórmula 1.

Pausa na busca pela Tríplice Coroa

Alonso decidiu se concentrar em alcançar a “Tríplice Coroa”: ganhar o Grande Prêmio de Mônaco, as 24 Horas de Le Mans e as 500 Milhas de Indianápolis. Alonso estava caminhando bem, pois correu e chegou a liderar em Indianápolis em 2017 e venceu Le Mans em 2018. Em 2020, o Rally Dakar também atraiu a sua atenção.

Durante algum tempo parecia que Alonso tinha deixado para trás a Fórmula 1 para sempre, mas durante a temporada 2020 os rumores de que voltaria para a Renault foram se tornando cada vez mais fortes. Daniel Ricciardo tinha assinado pela McLaren e, por isso, um lugar tinha ficado disponível na equipe de Enstone para 2021. Os rumores se revelaram verdadeiros e Alonso decidiu reviver os velhos tempos, sob a marca da Alpine.

Em 2021, o veterano de provou que ainda tinha gás no tanque. Após algumas corridas, o espanhol encontrou o seu ritmo e voltou à sua forma antiga. O seu esforço foi recompensado com um pódio no Catar, o seu primeiro desde 2014.

Fernando Alonso em 2022

Esteban Ocon ficou sob grande pressão por causa do forte ritmo do seu companheiro de equipe, mas os dois provaram ser uma excelente dupla. Em 2022, mais uma vez a disputa entre os dois foi muito acirrada, mas desta vez Alonso teve que se contentar em ficar atrás do francês. O espanhol marcou 11 pontos a menos no campeonato, mas também foi o que mais sofreu com os problemas de confiabilidade do carro da Alpine.

Durante as férias de verão, Alonso anunciou que iria sair da Alpine para ir para a Aston Martin, onde pretende ter um carro competitivo nos próximos anos para brigar pelo seu terceiro título mundial.

Fernando Alonso em 2023

Ao lado de seu mais novo companheiro de equipe e filho do patrão, Lance Stroll, Alonso tem todas as chances de se tornar o líder da equipe e conquistar os melhores resultados ao longo de todo o ano. A Aston Martin apresentou uma melhora considerável nas últimas corridas da temporada passada, mas será que a equipe terá o suficiente para deixar o bicampeão satisfeito em 2023?