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driver

Daniel Ricciardo


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nationality
Australia
place
Perth
date
01-07-1989
debut
2011

Daniel Ricciardo

Enquanto que nas temporadas anteriores Daniel Ricciardo era sempre visto no paddock com o seu largo sorriso, nós vimos um Ricciardo diferente em 2021 e 2022. O australiano foi constantemente derrotado por Lando Norris durante o período em que passou na McLaren, e por isso viu a equipe optar por rescindir o seu contrato antes do esperado. Em 2023, nós não o veremos no grid da Fórmula 1, mas sim no papel de piloto reserva da equipe da Red Bull Racing.

F1 Standings

Pos.NameTeamPoints
1BOTValtteri BottasAlfa Romeo F1 team0
2ZHOGuanyu ZhouAlfa Romeo F1 team0
3DEVNyck de VriesScuderia AlphaTauri0
4TSUYuki TsunodaScuderia AlphaTauri0
5GASPierre GaslyAlpine F1 team0
6OCOEsteban OconAlpine F1 team0
7STRLance StrollAston Martin F1 team0
8ALOFernando AlonsoAston Martin F1 team0
9SAICarlos SainzFerrari0
10LECCharles LeclercFerrari0
11HULNico HulkenbergHaas F10
12MAGKevin MagnussenHaas F10
13NORLando NorrisMcLaren0
14PIAOscar PiastriMcLaren0
15RUSGeorge RussellMercedes AMG F1 team0
16HAMLewis HamiltonMercedes AMG F1 team0
17VERMax VerstappenRed Bull Racing0
18PERSergio PerezRed Bull Racing0
19ALBAlexander AlbonWilliams0
20SARLogan SargeantWilliams0

Honey Badger (Texugo de Mel)

Daniel Ricciardo está à altura do seu apelido “Honey Badger” (Texugo de Mel) desde que era jovem. Ele parece doce e gentil, mas se invadir o seu espaço, é melhor fugir. Desde a sua passagem na Fórmula Renault, Ricciardo começou a se colocar no mapa. Em 2008, apenas Valtteri Bottas conseguiu vencê-lo na categoria.  

Em 2009, ele fez a mudança para a Fórmula 3 e ganhou o título da F3 britânica. Nessa temporada, Ricciardo teve a chance de pilotar o carro da Red Bull durante um teste de jovens pilotos da Fórmula 1.

Nesses poucos dias em Jerez, o “Honey Badger” ultrapassou todos os concorrentes e foi contratado como piloto de teste e reserva da Toro Rosso (e da Red Bull Racing) para a temporada de 2010. Uma tarefa que o australiano assumiria ao lado do neozelandês Brendon Hartley, que foi retirado do programa da Red Bull no final da temporada.

Chegada à Fórmula 1

Como único piloto de testes que restava na Toro Rosso, Ricciardo teve todas as oportunidades para se provar. Cada vez que entrava no cockpit, conseguia marcar tempos melhores dos que o dos pilotos mais experientes da equipe. Esses resultados não ficaram sem recompensa: Ricciardo conseguiu um lugar na Fórmula 1 para correr na HRT na segunda metade da temporada 2011.

Ganhar essa experiência foi crucial, porque no ano seguinte ganhou uma vaga na Toro Rosso. Depois de avaliar todas as opções, Helmut Marko decidiu escolher o jovem Ricciardo para correr ao lado de Jean-Eric Vergne. Na corrida de abertura dessa temporada, em sua casa (Austrália), o “Honey Badger” marcou os seus primeiros pontos no campeonato. Depois de marcar dez pontos no seu primeiro ano completo, Ricciardo garantiu mais uma temporada na Fórmula 1.

Evolução o topo

Com a saída de Mark Webber da Red Bull Racing no final de 2013, cabia a Vergne e Ricciardo mostrar quem era o melhor candidato a ocupar o lugar ao lado de Sebastian Vettel no ano seguinte. Ricciardo aproveitou ao máximo a oportunidade e foi promovido para a equipe principal, enquanto Vergne caiu numa espiral negativa a partir daí.

Em 2014, Ricciardo subiu ao topo do pódio pela primeira vez, quando lutou até o fim para vencer no Canadá. Ele também venceu na Hungria e na Bélgica, colocando o seu companheiro de equipe (e quatro vezes campeão mundial) Sebastian Vettel na sua sombra. No final da temporada, Vettel partiu para Ferrari e Daniil Kvyat, piloto júnior da Red Bull que estava na Toro Rosso, se tornou o companheiro de Ricciardo.

O RB11 não teve que lutar só com a Ferrari e a Mercedes em 2015, mas a Williams também superou por vezes a equipa austríaca. A culpa muitas vezes foi colocada em cima do motor da Renault, além do desempenho decepcionante de Daniil Kvyat, que também foi alvo de críticas. Apesar disso, a dupla Ricciardo-Kvyat permaneceu intacta para o início de 2016, mas a parceria durou apenas algumas corridas.

Desafiado por Max Verstappen

Após quatro corridas em 2016, a Red Bull decidiu fazer alterações: Daniil Kvyat foi substituído por Max Verstappen, piloto da Toro Rosso, que ocuparia o seu lugar já em Barcelona. Uma corrida que o então jovem talento de 18 anos ganharia logo em sua estreia, fazendo com que Daniel Ricciardo precisasse provar o seu talento novamente.

Sebastian Vettel era facilmente derrotado, assim como Kvyat. Porém, Verstappen era diferente e conseguiu se aproximar rapidamente do seu companheiro de equipe. A diferença entre os dois ao final da primeira temporada foi de apenas 52 pontos, apesar de Verstappen ter pilotado quatro corridas pela Toro Rosso.

Em 2017, Ricciardo e Verstappen estavam no mesmo nível, mas o RB13 provou ser inconfiável. Na primeira metade da temporada, Verstappen sofreu uma série de abandonos. Após as férias de Verão, a maré de azar passou para Ricciardo. Apesar de todas as dificuldades, o Honey Badger ainda conseguiu vencer em Baku e terminou no pódio oito vezes na temporada.

A má fase voltou em 2018. Apesar de um bom início de temporada, a sorte mudou rapidamente para Ricciardo. O australiano não conseguiu completar oito provas, sendo que apenas um abandono foi provocado por um incidente que poderia ter sido evitado. Além disso, quando a Red Bull anunciou durante a temporada que iria mudar para os motores Honda a partir de 2019, Ricciardo começou a duvidar do seu futuro. 

Max Verstappen tinha as melhores perspectivas de futuro dentro da equipe e o motor Honda não era muito confiável e nem potente nessa altura. No início das férias de verão, o piloto tomou uma decisão: "Vou mudar para a Renault em 2019".

Mudança para a Renault

A mudança acabou não sendo um golpe de mestre. A Renault ainda começou razoavelmente bem, sendo vista como "a melhor equipe do resto", mas a grande confiança acabou não se mostrando na realidade. Até a McLaren, que era cliente da montadora, tinha um desempenho melhor e a escolha de Ricciardo mostrava ter sido errada.

Após um quinto lugar entre os construtores em 2019, 2020 não começou muito melhor para Ricciardo. O colega de equipe, Nico Hulkenberg, foi substituído por Esteban Ocon e o australiano precisava aproveitar a oportunidade. Na segunda metade da temporada, ele conseguiu elevar o seu desempenho e foi recompensado com dois pódios. 

Ricciardo ofuscado por Norris na McLaren

Aqueles pódios lhe fizeram bem e Ricciardo terminou a temporada em um bom quinto lugar no Mundial de Pilotos. No entanto, a decisão de pilotar pela McLaren em 2021 foi tomada com antecedência, então o australiano se juntou ao jovem Lando Norris na equipe de Woking. Naquele ano, a McLaren também deixou a Renault para utilizar os motores da Mercedes.

O início da passagem pela McLaren foi mais difícil do que o esperado. Na primeira metade da temporada, ele foi ofuscado por Norris, que mudou drasticamente a sua abordagem nas corridas. No entanto, foi o australiano que venceu o Grande Prêmio da Itália ao aproveitar o incidente entre Lewis Hamilton e Max Verstappen. Desde então, Ricciardo continuou a evoluir e aguarda ansiosamente o ano de 2022 com boas perspectivas.

Daniel Ricciardo em 2022

Porém, as expectativas novamente ficaram muito aquém do que era esperado. Ricciardo somou apenas 37 pontos no campeonato, terminando na 11ª colocação, enquanto que seu companheiro de equipe marcou 122 pontos. Uma diferença considerável que a McLaren não deixou passar em branco. Durante as férias de verão, a equipe britânica anunciou que estava rescindindo o contrato do australiano, que saiu da equipe no fim de 2022.

Daniel Ricciardo em 2023

Até mesmo os novos carros da temporada de 2022 da Fórmula 1 não se mostraram ser a solução para Ricciardo. Ele continuou tendo problemas de adaptação em sua McLaren, o que resultou no anúncio do fim da parceria entre ambas as partes na metade do ano.

Após sair da McLaren no fim de 2022 e ser substituído por Oscar Piastri, Ricciardo ficou sem um assento no grid para 2023. Visando um retorno em 2024, o australiano abraçou a grande oportunidade que lhe foi oferecida em uma grande equipe, e por isso vai assumir o papel de terceiro piloto na Red Bull Racing este ano. Desta forma, ele vai continuar envolvido de perto com a Fórmula 1 e terá tempo suficiente para refletir sobre os dois anos ruins na McLaren.