F1 team

Alfa Romeo F1 team


6

52 PTS

Valtteri Bottas

Guanyu Zhou


Base
Hinwil, Swiss
Chefe de equipe
Frédéric Vasseur
Chassis
C42
Motor
Ferrari 066/3

Alfa Romeo Racing

A Alfa Romeo Racing, anteriormente conhecida como Sauber, inicia a temporada 2022 da Fórmula 1 com uma equipe totalmente nova. A equipe se despediu de Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi no final de 2021, ao mesmo tempo que dava as boas-vindas a Valtteri Bottas e Guanyu Zhou. Esta dupla será responsável por ajudar a equipe a conquistar grandes avanços nos próximos anos.

F1 Standings

Quem irá pilotar pela Alfa Romeo?

Valtteri Bottas e Guanyu Zhou irão preencher os lugares da equipe italiana em 2022. Embora Bottas não tenha conseguido desafiar consistentemente Lewis Hamilton na Mercedes nos últimos anos, ele mostrou a sua qualidade em várias ocasiões, principalmente durante os treinos classificatórios. Espera-se, portanto, que Bottas desempenhe um papel importante no sucesso futuro da Alfa Romeo.

Zhou, por outro lado, traz consigo um grande potencial. O piloto já demonstrou anteriormente que tem habilidades que deverá desenvolver nos próximos anos na Fórmula 1. Olhando para os estreantes anteriores, Zhou pode ter dificuldade enquanto as pessoas o conhecem e formam uma opinião sobre ele, mas o seu talento deve ser o fator decisivo.

História da Sauber

Depois de anos de atividade em Le Mans (e de ter alcançado muito sucesso lá), Peter Sauber se aventurou na Fórmula 1 em 1993. A equipe não utilizou, oficialmente, motores da Mercedes como em Le Mans, mas sim da Ilmor, apesar de seguir tendo apoio da montadora alemã. Um ano depois, a Sauber apareceu no início da temporada com motores com o nome da Mercedes, oficialmente como equipe de fábrica.

Apesar disso, a parceria durou apenas um ano, por decisão da Mercedes. A Sauber mudou para os motores da Ford em 1995 e também contou com a chegada de outro nome que hoje já é familiar no grid: a Red Bull. A marca de bebidas energéticas comprou parte das ações da Sauber e, inicialmente, a equipe suíça obteve melhores resultados. Mas no ano seguinte, voltou a perder performance. Então, a equipe decidiu trocar de fornecedor de motores, deixando a Ford e acertando com a Ferrari para tentar recuperar a boa forma.

Uma abordagem semelhante à que a Haas tem hoje em dia foi vista na Sauber até 2005. A equipe comprava quase todas as peças da Ferrari, o que não foi visto como um problema para a FIA. Desde que a equipe construísse o próprio chassi, a organização não via qualquer problema na abordagem, por mais controversa que pudesse ser.

Sangue novo

Em 2001, um jovem e pouco conhecido Kimi Räikkönen apareceu na Sauber e ocupou um lugar na equipe. A contratação do finlandês foi motivo de reclamação de alguns pilotos e até de dirigentes da FIA, que temiam que a sua inexperiência fosse um risco nas corridas. A situação foi tão grave que a Red Bull vendeu as suas ações da equipe para a empresa Credit Suisse como forma de protesto, já que a marca de energéticos queria que o brasileiro Enrique Bernoldi fosse contratado. Mas Peter Sauber bancou a sua decisão e Räikkönen chocou muitos terminando em décimo lugar na sua temporada de novato. 

No final de 2005, a BMW comprou as ações da Credit Suisse e assumiu uma participação majoritária na equipe, que passou a se chamar BMW Sauber em 2006, correndo com motores da montadora alemão. A parceria durou apenas alguns anos. Em 2009, a fabricante decidiu vender a equipe alegando que o projeto não era sustentável a longo prazo. Peter Sauber recomprou a equipe, que voltaria a ser independente e correria com motores da Ferrari. Curiosamente, mesmo usando os propulsores italianos, o time precisou correr com o nome da BMW em 2010 porque a solicitação para a mudança não foi feita antes do limite de inscrição. No ano seguinte, a equipe passou a se chamar oficialmente Sauber F1 Team. 

A equipe passou alguns anos sofrendo com problemas financeiros, que afetaram os desempenhos nas pistas. Em julho de 2016, a Sauber foi comprada pela firma de investimentos Longbow Finance, que iniciou um longo processo de reestruturação da equipe.

Alfa Romeo Racing

Em junho de 2017, Frederic Vasseur chegou ao comando da Sauber e iniciou uma grande limpeza, que duraria o resto da temporada. Apesar da equipe anunciar que trocaria os motores da Ferrari pelos da Honda em 2018, Vasseur decidiu cancelar o acordo com a montadora japonesa e fazer um novo acordo com os italianos. Em novembro, a equipe assinou um contrato de parceria técnica e comercial com a Alfa Romeo e passou a correr com o nome da lendária fabricante a partir do ano seguinte.

Como a Alfa Romeo é do mesmo grupo da Ferrari, Charles Leclerc, campeão da temporada 2017 da Fórmula 2 e membro do programa de jovens pilotos da montadora italiana, foi contratado para fazer dupla com Marcus Ericsson. A equipe apresentou grande evolução em relação ao ano anterior, pulando de apenas cinco pontos para 48. Muito desse desempenho foi graças a Leclerc, que acabou sendo escolhido pela Ferrari para substituir Kimi Räikkönen no ano seguinte, com o finlandês assumindo sua vaga na Alfa Romeo.

Com Ericsson também de saída, o escolhido para correr ao lado do "Homem do Gelo" foi Antonio Giovinazzi, piloto da academia da Ferrari. A Alfa Romeo voltou a alcançar o oitavo lugar na classificação final e conquistou muitos pontos, especialmente antes das férias do meio da temporada. Apesar da boa fase, a equipe ainda passava por alguns problemas financeiros que foram agravados pela pandemia de COVID-19 e a Alfa Romeo teve duas temporadas abaixo do esperado em 2020 e 2021. Com a mudança de regulamento, a equipe espera recuperar o terreno perdido em 2022.

Qual motor a Alfa Romeo usará?

Como equipe cliente da Ferrari, a Alfa Romeo corre com a unidade de potência italiana. A mais recente especificação do motor é uma das esperanças para alcançar um grande desempenho em 2022.